Aos dez anos, os meus dias passaram a ter dois turnos: a escola de manhã e o Conservatório ao fim da tarde. Horas a tocar um instrumento, a cantar, a ter aulas teóricas muitas vezes secantes. Como qualquer criança, houve muitos dias em que só queria ir para casa, brincar ou estar com os meus amigos, que não tinham a mesma rotina que eu. Houve cansaço, houve dúvidas, e mais do que uma vez pensei em desistir.
Fiquei dez anos. E à medida que chegava ao fim, percebi o quanto amava aquilo. Cresci imenso, e o Conservatório fez de mim quem sou hoje. A música ficou comigo: é o que me acalma e é onde desabafo.
Hoje os meus dias continuam a ter vários turnos. Sou estudante de Tecnologias da Informação, desenho sites, gravo vídeos, escrevo músicas e trabalho com pessoas todos os dias. Pelo meio, ainda tenho o meu próprio negócio.
Tenho medo de ser medíocre. De um dia olhar para trás e perceber que fiquei na zona de conforto quando podia ter arriscado.
E não vou fingir que é sempre fácil. Há fases em que paro, em que duvido de tudo, em que as redes ficam em silêncio durante meses. Fico sem ideias, empanco, fecho-me nos meus mil e um pensamentos e chego a desistir. Mas este bichinho nunca passa. Volta sempre. E cada vez que volta, tenho mais certeza de que quero fazer disto alguma coisa.
O @sarapresaa nasceu para mostrar isso: o caminho como ele é, com os avanços e as pausas, sem a ilusão do sucesso instantâneo.
Ainda estou no início, mas sei para onde vou. Quero juntar tecnologia e criatividade para construir coisas que façam as pessoas sentir alguma coisa, e um dia ajudar outros a fazer o mesmo.
Se chegaste até aqui, já fazes parte desta história. Acompanha-me nas redes, conta-me o teu projeto ou escreve-me só para dizer olá. Gosto de saber quem está do outro lado.